Por que muitas pessoas agem de forma não-convencional quando se utilizam de lugares publicos, especialmente banheiros?
Bom, eh essa a reflexão que quero trazer a vossas mentes nesse post. Não que eu ache assunto de essencial importância para suas vidas, caros leitores, mas penso ser sim um assunto que precisa ser debatido mais vezes em nossa sociedade (comecemos por nossa rede de contatos então) para que nossos filhos, netos… não vivenciem historias parecidas como a qual relato abaixo.
Obs: Essa historia eh 100% baseada em fatos reais, os quais foram tristemente vivenciados pelo autor do texto. Peço respeito ao realizar a leitura, de preferência sinta "pêsames" ao conclui-la.
São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Junho de 2004. XVI Eread Sul (Encontro Regional de Administração)
Acontencia na cidade de São Leopoldo a XVI edição do Encontro Regional de Estudantes de Administração. A delegação de Maringa bateu todos os recordes de inscrições e chegamos a pequena e pacata São Leopoldo com a responsabilidade de fazer a festa acontecer no congresso. Como qualquer camisa 10 que se prese, pegamos a tal responsabilidade, matamos no peito e mandamos ver. Comandamos o congresso. A tão bela e famosa canção “Maringa, Maringa” era cantada na fila das “baladas”, “Ajoelha e Chora” virou o hino daquele evento, fora as meninas das outras cidades que queriam conhecer “os meninos lindos que agitavam a festa nos dormitorios” (essa parte eh mentira, mas teria sido legal…).
Tudo corria bem, jah estavamos no 3 dia do evento, muitas cervejas e palestras (ta bom mãe?) tomadas e assistidas. Eram aproximadamente 20 h no horario de Brasilia, decidimos que deveriamos pegar a fila para tomar banho. Foi quando o pesadelo começou.
A fila deveria ter uns 10 moleques (naquela epoca nao eramos homens maduros como hoje), logo que cheguei ouvi alguns gritos e reclamações vindas de dentro do banheiro, nao entendi o que estava acontecendo, mas confesso que desde aquele momento tive um pressentimento que aquele dia ficaria guardado na minha lembrança por alguns anos. As pessoas que saiam do banheiro (apos o banho) pareciam tristes, olhares cabisbaixos, aquele clima de velorio…
Fui ficando assustado... querendo tomar uma atitude perguntei para o colega da frente na fila:
- Você sabe o que esta acontecendo?
Ele, com a feição preocupada responde:
- Cara, não sei ao certo, mas ouvi que tem algo estranho “passando” pelos boxes.
Naquele momento me coloquei a refletir o que poderia ser algo estranho “passando” pelos boxes… Seria um sabonete em formato de OVNI? Um shampoo 3 em 1 para cabelos extra macios com adição de produtos naturais que soh as mulheres (ou não) dizem saber o que eh? Ou seria então um sabonete facial? (coisa muito estranha de se achar num banheiro masculino). Apos refletir em todas essas hipoteses muito criativas e engraçadas (eu achei), como vocês puderam analisar, não cheguei a conclusão alguma e decidi que iria enfrentar o problema de frente!!!
No banheiro tinham aproximadamente 6 boxes, dividos por tabuas de madeira nos lados e fechados por uma cortina na frente, porem a tabua nao chegava ate o chao, a agua podia circular por todos os boxes.
Faltava uma pessoa para minha vez, agora escutando com mais nitidez as reclamações vindas do interior do banheiro, comecei a ter uma melhor ideia do que me esperava… Escutava:
- Saiiii…. Ele ta aqui agora…Meu Deus!!!
- P...(censurado..)!!!….Vai se … (censurado)!!! quem fez isso deve fazer economia!!!
Foi quando chegou minha vez, entrei no box disponivel e fui logo analisar se havia “algo” de estranho… respirei aliviado, nada havia… apenas o “tablado” de madeira construido para que nao se pisasse diretamente no chão. Comecei a me banhar, quando não mais que de repente vi algo entrar em meu box… eram 2 ou 3 corpos (depende do ponto de vista), eram marrons amarelados, tais corpos exalavam um aroma nada agradavel, porem muito conhecido de todos nos seres humanos. Tratei de terminar logo meu banho, meu humor nesse momento jah havia mudado completamente, mesmo apos algumas cervejas que havia tomado durante a tarde. Tratei de pegar minha toalha e me dirigir ao dormitorio que ficava ha uns 10 metros de la. Cheguei ao dormitorio com a cara nada boa, totalmente enfurecido e desanimado com o ser-humano, pensava comigo: O que leva uma pessoa a fazer isso com os outros? Sera que ele faz a mesma coisa em casa?
Fui, então, pegar minha roupa para me vestir, quando me lembro que as esqueci dentro do banheiro, num armario la dentro… Fui rapidamente resgata-las. Nesse momento havia algum tipo de entupimento em algum ralo, e a agua do banho da mulecada ja saia pelo corredor (a mesma agua que foi batizada pelos nossos amigos marron-bombons). Fiquei ainda mais triste quando tive que pisar de novo na agua, mesmo com chinelos havaianas (aqueles que todo mundo usa). Porem, o pior momento ainda estava por vir, avistei um outro corpo no meio da poça, dessa vez ele era diferente! Eu estava focado em não pisa-lo, porem alguns amigos estavam na fila e me coloquei a papear, contando toda minha historia de tristeza e angustia, foi quando percebi que tinha acabado de pisar naquele ser estranho. Era branco, com textura gosmenta e quando pisei a agua molhou inclusive minha perna.
Tal fato foi o limite, fui pro dormitorio, deitei em minha cama e refleti sobre a vida por volta de 1 hora. As pessoas que me conhecem e estavam naquele episodio (saudações pro Alvaro, que com seu rap do Flamengo conseguiu me motivar naquele dia, e pro Renan que com todo seu charme saudou nosso pao de queijinho fazendo com que meu sorriso fosse inevitavel) disseram que foi a unica vez na vida deles que me viram extramamente abalado e mal humorado.
Portanto, caros leitores, pensem, reflitam, levem pro seus colegios / universidades / casas / igrejas / lista de emails / empresas este tipo de discussão, sera que estamos tratando bem nossos banheiros publicos? E principalmente, se auto-avaliem, e lembrem-se: Eh fazendo merda que adubamos a vida!
Saudações pseudopiraticas!
Ivan Cedran
PS: Esse post eh dedicado a todos aqueles que estiveram presentes nessa dia marcante em minha vida, alunos da Administração da UEM e Cadinha (a agregada).
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segunda-feira, 21 de julho de 2008
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